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Serra do Mar · Roteiros no Paraná
Considerada uma das estradas mais bonitas do Brasil, a Graciosa desce a Serra do Mar do Paraná por entre a mata fechada, com curvas sinuosas, mirantes e trechos centenários de pedra. Mais que uma rodovia, é um passeio — e uma das portas de entrada para o litoral e a Ilha do Mel.
A Graciosa é a rodovia PR-410, que liga a região metropolitana de Curitiba — a partir de Quatro Barras — às cidades históricas de Morretes e Antonina. Antiga rota dos tropeiros, de origem indígena e colonial, foi por séculos o principal caminho entre o planalto e a costa, essencial para o escoamento da erva-mate e da madeira. Em 2023, a estrada completou 150 anos.
Seu grande valor está em atravessar o trecho mais preservado de Mata Atlântica do país. A Serra do Mar paranaense é tombada como patrimônio do estado e integra a Reserva da Biosfera reconhecida pela UNESCO. Em vários pontos, a floresta forma um verdadeiro túnel verde, com bromélias, samambaias, riachos e neblina.
De Curitiba, siga pela BR-116 até Quatro Barras, onde há o acesso sinalizado ao portal da Graciosa. Quem vem do litoral faz o caminho inverso, subindo a serra a partir de Morretes. Na localidade de São João da Graciosa, já na parte baixa, há uma bifurcação: um trecho segue para o centro de Morretes e outro para Antonina. O percurso pela serra tem cerca de 28 a 33 km e pede tempo — é feito para ser apreciado com calma.
⚠️ Estrada de serra, com curvas fechadas, trechos de paralelepípedo e possibilidade de neblina e chuva. Dirija devagar e, em dias de tempo instável, confirme as condições da via antes de subir.
Ao longo da estrada há sete recantos com estrutura de apoio (mirantes, sanitários, churrasqueiras e áreas de descanso), perfeitos para paradas:
O traçado histórico guarda antigos oratórios e pontes construídas entre o fim do século XIX e meados do XX, como a Ponte do Arco e a ponte sobre o Rio Taquari. São paradas rápidas que revelam a história do caminho e rendem ótimas fotos.
A descida combina paisagem e sabor. Nos recantos e vilarejos você encontra produtos coloniais como mel, queijos, doces caseiros e cachaça artesanal. E, ao chegar a Morretes, o prato imperdível é o barreado, cozido de carne preparado lentamente em panela de barro — tradição da região.
Aqui a Graciosa entra num dos roteiros mais completos do Paraná. Uma combinação clássica é descer a serra de trem até Morretes e voltar pela Graciosa (ou o contrário), aproveitando as duas perspectivas da Serra do Mar. De Morretes e Antonina, o litoral está logo ali: siga para Pontal do Sul ou Paranaguá e embarque rumo à Ilha do Mel. Reserve ao menos uma noite na ilha para fechar a viagem com praia, trilhas e pôr do sol.
A gente organiza a parte da ilha — travessia, passeios de barco e hospedagem — para o seu roteiro fluir do começo ao fim.
Reserve pelo menos meio dia para curtir com calma, parando nos recantos. Abasteça antes de subir e leve água e agasalho — a serra é úmida e mais fresca. O trajeto é muito procurado por motociclistas e ciclistas, então redobre a atenção nas curvas. Evite subir à noite ou com chuva forte, quando a visibilidade cai. E aproveite: a melhor parte da Graciosa é ir devagar.
O que é a Estrada da Graciosa?
A rodovia PR-410, estrada histórica que cruza a Serra do Mar ligando a região de Curitiba a Morretes e Antonina, em meio à Mata Atlântica preservada.
Como chegar saindo de Curitiba?
Pela BR-116 até Quatro Barras, onde fica o acesso sinalizado ao portal da Graciosa. Do litoral, sobe-se a serra a partir de Morretes.
Dá para combinar com a Ilha do Mel?
Sim. Desça a serra pela Graciosa (ou pelo trem) até Morretes e siga para o litoral, embarcando para a Ilha do Mel por Pontal do Sul ou Paranaguá.
É seguro dirigir?
É estrada de serra, com curvas e paralelepípedo, que pede calma e atenção — principalmente com neblina ou chuva. Cheque as condições em dias de tempo instável.
Veja também: Passeio de trem Curitiba–Morretes · Horários da travessia · Pousadas na Ilha do Mel